Networking: seja interessante sem ser interesseiro

7COMmCarreira em TINetworking: seja interessante sem ser interesseiro
3
dez
2015

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por: José Ricardo Noronha*

No mundo dos negócios, uma das mais importantes atividades e habilidades dos bons profissionais é a de estabelecer um bom e poderoso networking. E o que vem a ser networking mesmo? De forma bastante simples, é a arte de criar e fomentar ao longo do tempo uma rede de relacionamentos. E esse grupo precisa ter, por princípios, o desejo genuíno de ajudar e aprender com o próximo e de se buscar oportunidades de negócios interessantes para ambas as partes (que muito tem a ver com o conceito “win win” ou “ganha ganha”).

No entanto, ao longo dos tempos, o conceito de networking ganhou novas facetas que nada têm a ver com os princípios acima. Ainda vejo muitos “profissionais do relacionamento” que saem distribuindo seus cartões de visita ou brochuras de seus produtos e serviços, sem demonstrar qualquer desejo real de estabelecer um relacionamento verdadeiramente interessado na outra parte e de onde podem surgir oportunidades de negócios que tragam benefícios mútuos.

Aliás, outro dia, ouvi uma frase sensacional que “networking é a arte de ser interessante, sem ser interesseiro”. É uma descrição precisa, inteligente, realista e infelizmente não colocada em prática por tanta gente, que ainda acredita que o mais importante no processo de montagem de uma rede de relacionamentos é a quantidade, ao invés da qualidade. Afinal, do que vale ter milhares de pessoas em suas redes de contato pessoais, profissionais e sociais (Linkedin, Facebook, etc.), se todos estes contatos forem apenas superficiais?

Abaixo eu compartilho 8 dicas muito bacanas para montar um networking eficaz e poderoso:

1. Tenha interesse genuíno nas pessoas. Mostre-se realmente interessado em conhecer outras pessoas, com visões e experiências distintas das suas e aprenda o máximo que puder com elas. A ideia é ampliar o seu repertório de conhecimento sempre. E, quando for pedir ajuda, tente ser o mais específico que puder, deixando claro os seus objetivos profissionais e as suas “empresas alvo”, que devem ser aquelas que você enxerga plena congruência entre os valores, princípios, missão e visão de existência com os seus.

2. Rede de relacionamento é para ser usada com sabedoria sempre. Não a utilize somente quando estiver em busca de uma nova oportunidade profissional, pois isso soa interesseiro e oportunista demais.

3. Não seja um mero distribuidor de cartões. Ofereça seus contatos nos momentos e ocasiões oportunas e, sempre que puder, faça pequenas anotações no verso do cartão que o permitam depois registrar corretamente os dados e características peculiares daquela pessoa.

4. Ajude de bom coração. Mostre-se sempre pronto a ajudar os outros com conselhos, dicas, recomendações e indicações sem querer nada (absolutamente nada mesmo!) em troca. Tenha sempre a certeza de que, quando ajudamos sem nada querer em troca, o mundo se incumbe de nos dar de volta muito mais do que aquilo que imaginávamos que poderíamos conseguir.

5. Amplie a extensão do seu networking o quanto puder. O bom networking nunca deve se resumir apenas aos contatos de fora da sua empresa. Amplie as possibilidades ao se conectar com o maior número de colegas que puder, especialmente levando em consideração que a tendência é que eles sejam os melhores conhecedores das suas habilidades, competências específicas, e dos pontos fortes e dons.

6. Nunca confie demais na sua rede de relacionamentos. Networking é apenas um dos muitos instrumentos que lhe permitem sempre estar bem colocado e com boa visibilidade e empregabilidade no mercado. Credibilidade e confiança se conquistam ao longo do tempo, através de relacionamentos reais e pautados no interesse de desenvolvimento mútuo.

7. Foque em qualidade e não em quantidade. Esta é uma regra de ouro para um networking bem realizado. O foco deve ser sempre na construção de uma rede de relacionamento eficiente e a mais diversa possível (para ampliar suas possibilidades e oportunidades). E eficiência muitas vezes não combina com quantidade, pois, quão maior for a rede de relacionamentos, menores são as possibilidades de se estabelecer relações reais e mais profundas com as pessoas.

8. Lei da Reciprocidade. Vale aqui reforçar: networking é a arte de ser interessante, sem ser interesseiro. Portanto, sempre que obtiver a ajuda de alguém, faça o que puder para retribuir. Esteja sempre em contato com seus contatos e não apenas nos momentos em que precisar de ajuda. E, sempre que puder, compartilhe artigos, dicas e experiências que acredita serem de grande valia para seus contatos.

Portanto, cuide sempre e com o maior carinho e cuidado da sua rede de relacionamentos, pois ela é um instrumento poderosíssimo para o seu sucesso e para o sucesso dos seus contatos. Reciprocidade é tudo quando se fala em networking!

*José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA. É autor dos livros “Vendedores Vencedores” e “Vendas. Como eu faço?”.www.paixaoporvendas.com.br

 

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