Wi-fi aberto: segurança e perigos

7COMmSegurançaWi-fi aberto: segurança e perigos
16
nov
2016

16-11-2016-7commCom a popularização da internet, o número de dispositivos móveis conectados dispara ano a ano. De acordo com a GVcia, Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP), o Brasil já contabiliza 244 milhões de dispositivos móveis conectados à internet (notebook, tablet e smartphone). Ou seja, há 1,2 dispositivos com acesso à rede sem fio por habitante.

O uso de wi-fi aberto contribui para alavancar esses números. Na cidade de São Paulo, por exemplo, há redes sem fio em mais de 600 ônibus. Neste contexto, cada vez mais pessoas utilizam os aparelhos para fazer transações financeiras, mas poucas são as que se preocupam em acessar redes seguras.

Segundo pesquisa da Consultoria PwC com mais de 10 mil executivos brasileiros, a média dos incidentes de segurança no País em 2016 disparou 274%. A média global fica na casa dos 38%. “O desafio das instituições financeiras é garantir que os dados dos usuários não caiam em mãos erradas, já que os hackers, assim como as companhias, estão se aperfeiçoando”, afirma a Diretora Executiva da 7COMm, Estefanie Takase.

Uma das tecnologias disponíveis no mercado é a autenticação por biometria, facial e digital; e por QR Code. É assim que funciona o Cripto7, uma espécie de QR Code colorido, que contém milhares de informações de identificação do cliente. “A tecnologia que foi concebida a partir de projetos para o setor bancário e funciona como um QR Code colorido, trazendo mais segurança no momento da troca de informações entre cliente e estabelecimento. Somente após a autenticação da imagem do Cripto7, que é feita pelo celular, é que o código de confirmação do pagamento é gerado”, detalha Estefanie.

Já a o NFC (Near Field Communication), também presente no Brasil, permite o pagamento por meio da aproximação entre um celular e um leitor móvel de cartão, máquina de cartão ou até mesmo outro celular, por meio de radiofrequência.

A executiva diz que, por mais que as instituições tenham criado alternativas para aumentar a segurança, como token, por exemplo, o usuário precisa fazer a sua parte:

Utilizar e atualizar sempre um antivírus; não realizar transações bancárias em redes de wi-fi abertas; não abrir e-mails de remetentes desconhecidos; e trocar com frequência as senhas, que devem conter um misto de números e letras, maiúsculas e minúsculas.

Para Estefanie, atualmente é necessário trabalhar com uma grande quantidade de soluções, todas devidamente interconectadas, para fazer frente aos ataques. “Além disso, é preciso um gerenciamento contínuo do desempenho e da função de todos os componentes da infraestrutura de TI e isso vale pra tudo, seja hardware, software ou fluxo de dados” , conclui a Diretora.