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Haverá espaço para cartões no futuro mercado de cartões?

Ao participar do painel “Indústria de meios eletrônicos de pagamento, suas complexidades e seus desafios’, realizado no Ciab FEBRABAN, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (ABECS), Fernando Chacon, revelou que na última semana de abril, a taxa de juros do crédito rotativo dos cartões de crédito havia acumulado uma queda de 54% em relação ao patamar que se encontrava em março, quando o Banco Central anunciou a mudança das regras para este tipo de operação.

Apesar de sua importância, a revelação foi só um dos aspectos que demonstraram claramente o aumento da efervescência que será vivida no mercado de meios de pagamento nos próximos anos.

Ao participar da discussão, o Diretor Executivo de Cartões, Veículos e Financeiras do Banco Itaú-Unibanco, Marcos Antônio Vaz de Magalhães, comentou que embora 207,9% (taxa do final de abril) ainda seja um patamar bastante alto, a queda significa que houve um movimento de quebra no círculo vicioso que explicava as taxas altas por causa da inadimplência e inadimplência por causa das taxas altas. “Acredito que num futuro breve teremos um novo cenário com taxas cada vez mais reduzidas e isto também servirá como impulso para o crescimento do setor”, disse.

Analisando outras possibilidades de crescimento do setor, o Country Manager da VISA do Brasil, Fernando Teles, chamou a atenção para a desconstrução do plástico. “Hoje já se fala que a próxima geração não saberá o que é um cartão de crédito e de débito. A Internet das Coisas vai fazer com que exista uma disponibilidade e conveniência cada vez maior e a utilização do meio eletrônico terá um crescimento exponencial”, disse.

Por sua vez, o Diretor Executivo do Bradesco, Rômulo Dias, chamou a atenção para a melhor forma de as empresas, e especialmente as tradicionais, que sempre operaram neste mercado, se prepararem para este novo momento.

“O processo de regulação é inexorável no Brasil e no mundo. Temos uma visão positiva porque isto vai estabelecer as regras. As fintechs e as novas entrantes trarão como primeiros impactos para o setor a redução da rentabilidade da indústria como um todo”, disse.

Segundo ele, a estratégia para este novo momento é reduzir os custos de servir. “Temos que emagrecer, nos tornar mais fortes, mais ágeis e continuar competindo”, receitou.

Além do suporte por meio de uma completa consultoria em termos de Transformação Digital para as empresas encontrarem as melhores estratégias para se adaptarem a esta nova realidade, a 7COMm oferece ferramentas desenvolvidas com foco no atendimento das demandas deste novo período. São os casos do sistema de antecipação de recebíveis AR7, da plataforma de processamento de cartões CARD7 e da solução para pagamentos mobile PAGG7.