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Inovar é um conceito quase ultrapassado

Por Márcio Morais

Como todas as palavras da moda, o termo inovação é usado em demasia hoje em dia. Isso porque ficou uma imagem do “mais do mesmo”: todo mundo fala que temos que inovar, que precisamos correr atrás da inovação e assim vai.

Muitos palestrantes, aceleradoras e gente antenada que acompanho estão buscando uma nova forma de dizer o mesmo, mas sem usar esta palavra. Mas a verdade que poucos enxergam é: A Inovação É Que Corre Atrás De Nós.

Nos últimos dias li vários artigos e posts sobre o novo sistema de pagamento do Google, lançado na Índia, chamado TEZ, que em hindu significa “rápido”. Trata-se de um amplo ecossistema de pagamento, baseado em um aplicativo que troca informações utilizando faixas de som inaudíveis aos seres humanos – como ficam os cães nessa? – chamado Audio QR. Isso faz com que milhares de celulares que não tem NFC instalado possam agir da mesma forma, apenas aproximando um aparelho do outro. Como fica o NFC agora?

Não li nada sobre essa iniciativa antes e, se fosse uma destas empresas de pagamento cardless ou outra qualquer empresa do setor financeiro, estaria surpreso e preocupado. Meu chefe com certeza me chamaria na sua sala para uma conversa profissional.

Convenhamos: o Google não é mais apenas um excelente sistema de buscas. Não é apenas um ótimo sistema de análise de interações ao seu site. É muito mais. E será mais ainda no decorrer dos próximos meses (anos ficou muito longe). Isso porque o Google não se contenta somente com aquele nicho que conquistou.

Ele se expande. É uma empresa exponencial, já devem ter ouvido falar no termo também. Faz parte de vários posts hoje em dia: “Seja uma empresa exponencial”. Não há mais espaço, entre as grandes empresas, para um crescimento linear.

Principalmente para as empresas que tem na tecnologia seu “core business”. Se não inovarmos na maneira de pensar, na forma de encarar e ver o mundo novo que nos cerca, vamos ficar para trás. Parou um pouco, ficou para trás.

Isso não serve apenas para as empresas, mas para os profissionais também. Esta é a segunda vez nesta semana que li artigos sobre algo novo, que não estava acompanhando, até seu surgimento. Até comentei isso no meu Linkedin: a quantidade de novas empresas, startups, negócios, aplicativos, produtos e serviços que surgem todos os dias é enorme. Sem foco não há como acompanhar tudo, e olha que tento bastante. E é nessas horas que vemos um concorrente surgindo “do nada”.

Um dos pontos principais sobre concorrência de negócios exponenciais é que eles começam pequeno. Não equivalem a 1% do mercado que conquistamos como empresa. Mas seu crescimento não é linear. É exponencial e em curtos períodos de tempo.

De 1 vai para 2, vai para 4, para 8, 16, 32, 64 e “CABUM”, estamos fora! A inovação não é algo a ser perseguida. Ela nos persegue. E temos que ser mais rápidos do que ela. Se quer saber como correr mais nesta maratona sem fim, entre em contato.