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Inteligência artificial cruza a linha da ficção e avança para a realidade dos negócios

Quando assistíamos aquelas cenas de filmes de ficção científica nas quais um robô ou um computador reconhecia um humano, falava “bom dia” para ele e preparava seu café para que tudo estivesse pronto quando acordasse, achávamos que era apenas distração criada para o cinema. Mas o que vemos hoje em dia no mundo dos negócios tem nos mostrado que não. Muito pelo contrário.  O avanço da tecnologia tem gerado equipamentos cada vez menores, com maior capacidade de processamento e maior interação com outros dispositivos. Eles estão se aliando a softwares programados com algoritmos cada vez mais sofisticados que constroem interfaces mais inteligentes e tornam o uso de assistentes eletrônicos baseados em inteligência artificial cada vez mais independentes e autossuficientes.

Tente pegar seu celular, utilizar o assistente virtual e perguntar “Preciso utilizar roupa de frio amanhã?”. Ao efetuar esta pergunta, o software do celular grava sua fala e envia para o servidor da plataforma do seu celular (Apple, Google, etc.). Ao chegar ao servidor, algoritmos de inteligência artificial de reconhecimento de linguagem natural identificam sua pergunta e, no exemplo citado, pesquisam a previsão do tempo para informar se fará frio no dia seguinte.

Esse é um simples exemplo de como utilizamos inteligência artificial sem perceber. O fato é que, assim como o reconhecimento da voz, outras formas de biometria são utilizadas e estão cada vez mais populares como a identificação facial, da íris do olho, além do já bastante utilizado reconhecimento de impressões digitais.

Esses dados possibilitam às pessoas “conversarem” com os equipamentos que se transformam em ‘assistentes virtuais’ passando a responderem e obedecerem alguns comandos básicos.

O princípio por trás desses assistentes virtuais já é utilizado por muitas empresas que estão empregando, por exemplo, sistemas de reconhecimento de voz para reduzir o custo da central de atendimento, fazendo com que o cliente ao invés de conversar com uma pessoa, converse com um computador que, além de mais efetivo e rápido, está disponível 24 horas por dia sem descanso, por um custo menor e com a possibilidade de ir aumentando sua base de conhecimento sobre um determinado cliente que ele atende, fazendo com que seja possível por exemplo, ser mais assertivo ao oferecer um serviço, identificando o humor do cliente.

Na prática, temos hoje em dia muitos “chatbots”, que são softwares que identificam palavras chaves e com isso utilizam um algoritmo de tomada de decisão para identificar qual ação tomar de acordo com essas palavras chaves identificadas. Com a utilização de linguagem natural, de forma estatística conseguimos identificar quais palavras são mais relevantes na frase, se é uma frase positiva ou negativa, podendo definir o humor de quem falou, entre outras possibilidades. Com isso, podemos aumentar a possibilidade a sermos assertivos na tomada de decisão. Por exemplo, se um cliente estiver conversando com um “robô” sobre um determinado assunto, e falar/escrever uma frase em que demonstre que ele esteja insatisfeito com o serviço, não faz sentido oferecermos outro serviço antes de solucionar o problema do cliente. Com a utilização de inteligência artificial, isso se torna possível.

No futuro próximo, podemos esperar que os assistentes virtuais em conjunto com outras tecnologias de inteligência artificial ligados a dispositivos como geladeira (IOT), por exemplo, nos ajudarão a controlar a quantidade de produtos que precisamos comprar, a validade, etc.

São cenas para os próximos episódios, mas agora já não podemos mais achar que elas farão parte apenas do mundo da ficção.