Search
+55 (11) 3358-7700

Sete passos na direção certa da transformação digital – Parte I

Por Estefanie Takase

Crescimento acima da média, aumento do valor das ações, conservação de recursos, lucros aumentados e eficiência operacional otimizada. Essas palavras soam como música aos ouvidos de diretores e acionistas de empresas de todos os portes e elas estão sendo cantadas com cada vez maior intensidade pelas companhias que têm se destacado no processo de transformação digital. No entanto, apenas 14% das organizações hoje dizem que já digitalizaram completamente seus processos comerciais e apenas 5% sentem que já dominaram o digital a ponto de se diferenciarem de seus concorrentes.

A transformação digital está sobre nós. A mudança está acontecendo rapidamente e muitas, se não todas as indústrias, serão redefinidas. Este cenário parece muito claro e por isso é comum ouvir as mesmas perguntas: O que significa ir através de uma transformação digital? O que é preciso? O que é importante?

Não há dúvida de que o impacto da tecnologia é sem precedentes, em termos de algoritmos, computação ilimitada e poder de armazenamento ilimitado, que estão se tornando realidade hoje. Da mesma forma, o mundo dos negócios é afetado pelas possibilidades oferecidas por tecnologias disruptivas como IoT, inteligência artificial, blockchain, realidade mista, e assim por diante.

Com esses pensamentos como pano de fundo, vamos concordar com os que acreditam que o número sete é o número da perfeição e compartilhar sete passos fundamentais para alcançar a perfeição na transformação digital.

Neste primeiro esforço daremos apenas os três primeiros passos.

Passo 1.       Liderança importa

A tecnologia é um meio, não um fim, para a transformação.  As pessoas são o item mais importante desta jornada. O líder e as pessoas. A tecnologia é acessível a todos, de modo que não é de onde ocorre a diferenciação.

Ela, a diferenciação, começa com a visão do C-Level para a mudança e uma estratégia de execução clara sobre como levar o resto da organização. Esses líderes precisam entender como a tecnologia afetará seus negócios; como realmente pensar sobre uma conexão 24×7 para todos os seus produtos, clientes, ativos e pessoas; e como tudo isso mudará o cenário da concorrência.

Eles precisam perceber que, ser passivo não é uma opção. Os líderes precisarão desenvolver sua própria visão, comunicá-la a partir de seus agentes de mudança internamente e embarcar na jornada.

Uma coisa importante a perceber aqui é que não há apenas uma maneira de alcançar a transformação digital. Pode-se começar por sistemas de clientes, operações de back-end, funcionários da linha de frente, ou mesmo considerar uma mudança completa no modelo de negócios, por exemplo, para rentabilizar produtos e serviços. 

Passo 2.       Transforme a mudança de cultura através de design thinking

Como a Revolução Industrial 4.0 sugere, o que está acontecendo hoje é uma revolução que exige uma mudança de cultura em toda a organização. A inovação precisa estar no cerne da mente das pessoas.

Ao se tornar uma empresa “digital”, a companhia mudará a forma como toma decisões; como engaja os clientes; como gerencia sua cadeia de suprimentos; como inova, projeta, fabrica – e a lista continua.

As organizações precisam comunicar qual é o seu “núcleo reinventado”, sua “marca reinventada”, quais são os novos comportamentos, qual é a nova mentalidade, qual é a nova proposição de valor e tudo mais.

Esses fatores afetarão o desempenho dos funcionários. Se isso não for levado em conta, a organização enfrentará desafios na transição para a nova cultura ou talvez até mesmo o caos da experiência. As pessoas serão céticas.

Para pavimentar o caminho e engajar todos os públicos neste novo ambiente, um importante aliado é o design thinking. Ele permite o compartilhamento e a colaboração entre pessoas de diversos departamentos, quebrando os silos e criando alternativas e ideias que criam valor para o cliente/usuário final.

O design thinking é uma abordagem de solução de problemas que se caracteriza por ser centrada no ser humano, orientada a possibilidades, focada em opções e interativa.

Passo 3.       Conecte seus clientes, produtos, ativos e pessoas – omnichannel

As empresas precisam entender que, ao contrário do passado, o produto que estão entregando aos clientes agora estará conectado 24×7 à sua empresa. Além disso, as organizações podem se conectar aos seus clientes e aos ambientes de seus clientes 24×7, não limitados aos próprios sistemas de clientes, mas também por redes sociais ou IoT.

Adicione a isso conexões para todos os ativos no ambiente de fabricação, desde a cadeia de suprimentos até o campo, bem como os próprios funcionários. Há conexões com todas essas coisas, tudo ao mesmo tempo. Isso significa que há uma tonelada de dados a mais para coletar, entender, superar e obter informações. São ideias, fatos e pistas que, talvez não estivessem disponíveis antes. Esta é a nova mina de ouro.

Essas novas ideias irão informar os próximos passos de uma organização e como levar à ação. As organizações não vão querer fazer mais do mesmo, em termos de ter mais dados, mais análises e mais aprendizados para levar a mais ações. É assim que a viagem digital normalmente começa. Será necessário desenvolver novas abordagem para o cliente, baseadas em UX (user experience), com desenvolvimento de apps, desenvolvimento de integrações, e novas plataformas de negócios, algoritmos, plataformas web, interligação de dados através de EDI e outras ferramentas.

Agora já estamos praticamente na metade do caminho. Podemos fazer uma pausa. Descanse um pouco. Absorva as informações e aguarde porque em breve daremos os quatro passos finais.

 

Estefanie Takase é Diretora Executiva da 7COMm