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Sete passos na direção certa da transformação digital -Parte II

Por Fanie Takase

Na primeira parte deste artigo, publicada recentemente, abordamos os três primeiros passos de um total de sete que consideramos fundamentais para o desenvolvimento de uma estratégia correta de transformação digital nas empresas. Agora vamos dar sequência nesta caminhada com os quatro passos finais. Para garantir o ânimo durante o percurso é sempre importante lembrar que no final do trajeto o que espera os viajantes é uma combinação de despesas gerais reduzidas, conservação de recursos, lucros aumentados e eficiência operacional otimizada. Caminhar é preciso.

Passo 4.       Adotar uma cultura de dados

O uso de tecnologia, somente, não é suficiente. É preciso incentivar uma cultura orientada a dados no sentido de interligar os produtos, clientes, ativos e pessoas, coisa que baseado no apoio de todas as facilidades das tecnologias de bancos de dados, não será um grande desafio.

O desafio maior será construir sistemas de dados inteligentes já que as estatísticas demonstram que atualmente 90% do tempo é gasto em gestão e preparação de dados. Esse tempo pode ser invertido e utilizado em análise de dados, por exemplo com a construção de algoritmos para analisar uma enorme quantidade de informações, gerada por tais sistemas.

As empresas precisam mudar e parar de tomar decisões baseadas em hábitos, sentimentos, instintos, opiniões ou experiências. É necessário tomar decisões com base em dados. Isso é adotar uma cultura de dados.

É muito importante no mundo digital não apenas ser orientado para dados, mas as organizações entenderem o que estão em seus dados. E, não é apenas sobre esses dados sozinhos; as organizações devem entender o que os dados de terceiros e quais outras fontes de dados estão afetando o que elas fazem.

Passo 5.       Experimente e falhe rapidamente

A área de TI tem a reputação de longos planejamentos e ciclos de implementação para projetos que custam milhares de Reais e muitos anos. Agora, essa era acabou. A era digital de hoje é toda sobre a experimentação em ciclos mensais, se não semanais. É uma era “fracassar rapidamente” ou “aprender rápido” agora. As empresas precisam encontrar o caso de uso, obter os dados, entender o que está nesses dados, obter informações e inteligência, aprender com ele e agir. Se ele falhar, vá para o próximo ciclo e o próximo caso de uso. Se isso funciona, entenda como expandi-lo ou repeti-lo. São esses ciclos experimentais e curtos de transformação que são fundamentais na era digital porque as coisas estão acontecendo muito rápido. É tudo sobre interromper ou adotar cedo, e não ser deixado para trás.

Nenhuma empresa ou indústria está isenta disso. O Gartner sugere agrupar casos de uso em uma grade que projeta melhoria nas experiências dos clientes e aumenta o desempenho da organização. Pode haver outros meios de priorização ou classificação. No entanto, o ponto fundamental aqui é que as organizações precisam começar em algum lugar, começar imediatamente e alavancar os dados disponíveis para eles.

Passo 6.       Pense no ecossistema e se torne uma empresa aberta para integrações

As organizações devem deixar de ser isoladas. Precisam repensar seus ecossistemas e cadeia de suprimentos. Não é mais sobre relacionamentos únicos. Trata-se de refazer indústrias, criar novos ecossistemas e mercados. As empresas devem pensar de forma holística. Elas devem pensar a cadeia de abastecimento de ponta a ponta.

Para ajudar a acelerar um novo tipo de proposta de valor no ecossistema, as empresas podem achar que precisam mesmo de criar um novo conjunto de parcerias. E não apenas parceiros de software ou integradores de sistemas, mas elas precisarão construir ou alavancar ecossistemas existentes com novos tipos de colaboração já estabelecidos.

Passo 7.       Quem é o meu concorrente?

Finalmente, as empresas devem se perguntar: “quem é meu concorrente?” Elas devem entender que a ameaça competitiva não se limita aos jogadores existentes em sua indústria.

Nesta nova era, as organizações sabem que estarão comprometidas se não mudarem e operarem de forma diferente, mas nem sempre necessariamente sabem de onde virá a ameaça. Ela poderia vir diretamente da indústria, ou indústrias adjacentes devido à convergência que está acontecendo em todo o mercado. Ou, a ameaça poderia vir a partir de uma nova empresa em desenvolvimento, como vimos com Uber, Airbnb, Amazon ou Google, quando eles interromperam as indústrias estabelecidas. Para não ser pego de surpresa, sempre faça essa pergunta!

Em resumo, o caminho para a transformação digital é menos sobre a capitalização de novas tecnologias. Chegar mais rápido ao final desta estrada exige que os líderes empresariais adotem uma maneira diferente de reunir pessoas e processos com essas ferramentas de tecnologia, bem como uma abertura para repensar os modelos de negócios tradicionais e a mentalidade de uma empresa digital em termos de como envolver clientes, capacitar funcionários e otimizar as operações para reinventar produtos e modelos comerciais. Com estes sete passos citados, a empresas pode reconhecer a direção a seguir, mas isto não diminui o fato de que será uma aventura. A decisão imediata que se deve tomar é: INICIE AGORA, ou arrisque-se a ficar para trás.

Fanie Takase é Diretora Executiva da 7COMm