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Complexidade para calculo do custo será um dos desafios da computação em nuvem em 2018

A máxima de que um é pouco, dois é bom e três é demais tem tudo para se tornar realidade em 2018 com relação à precificação da computação em nuvem. Com novas tecnologias e modelos de negócios surgindo em grande variedade e cada vez mais rapidamente, a tarefa de identificar a melhor opção diante das necessidades de cada empresa se torna uma arte cujo domínio exigirá grandes esforços no ano que vem e nos próximos anos também.

Em uma recente pesquisa realizada pela empresa 451 Research foi detectada a estimativa de que 69% das empresas terão ambientes computacionais multi-nuvem ou híbridos até 2019. Ao analisar este cenário, segundo uma reportagem do portal Zdnet.FR, o coordenador da pesquisa, Owen Rogers, chegou a comparar com um pesadelo para as empresas a tarefa de calcular as vantagens e desvantagens em termos de custos, considerando as alternativas de atuar usando um único provedor de nuvem, sendo que para isso é preciso comparar a relação custo/benefício entre tantos fornecedores ou planejar uma estratégia multi-nuvem.

“A nuvem deveria ser uma ferramenta simples, como a eletricidade, mas as inovações e modelos de preços, como o AWS Reserved Instances, significam que a paisagem de TI é mais complexa do que nunca”, declarou.

Ele alertou para o fato de que os compradores de computação em nuvem têm acesso a mais recursos do que nunca, mas isso trouxe como contraindicação o aumento da complexidade.

Rogers lembrou que o Google, a Microsoft e a Oracle anunciaram novos modelos de preços que visam a AWS. Outro especialista ouvido na reportagem, David Helleboid, líder da plataforma do sistema Decathlon, disse que é fundamental compreender o modelo de cobrança da AWS porque ele é rico e específico.

Segundo ele, esse entendimento é necessário para que a companhia tenha condições de controlar os fluxos e impedir que a conta imaginada no momento da contratação não ganhe proporções indesejadas.

Os especialistas afirmam que o mercado de computação em nuvem deverá atingir US $ 53,3 bilhões em 2021. Não resta dúvida de que esse é um caminho sem volta. Mas todo este crescimento só será verdadeiramente saudável se essas nuvens servirem para trazer sombra e alívio às corporações. Se elas forem sinal de chuvas e trovoadas nos orçamentos não haverá muito o que comemorar.