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Internet das Coisas é coisa de brasileiro

Mesmo sendo usada há mais de 20 anos, a urna eletrônica ainda é alvo de muita polêmica nas eleições brasileiras. O principal argumento de quem não gosta do dispositivo diz respeito ao fato de apenas o Brasil ter feito a opção por ela enquanto países mais desenvolvidos preferem continuar utilizando as cédulas em papel como método oficial. Já os que são a favor do equipamento eletrônico citam os benefícios da tecnologia e afirmam que o brasileiro é mesmo um povo que gosta de inovação.

Uma recente pesquisa publicada pela Worldpay parece dar razão aos defensores do segundo caso. De acordo com o trabalho, o Brasil é líder mundial em aceitação do uso da Internet das Coisas. Significa que interagir com máquinas. Falar com geladeiras. Pagar contas com pulseiras, óculos, relógios e milhões de outros equipamentos não parece nada esquisito para nós brasileiros.

O trabalho informa que 81% dos consumidores brasileiros entrevistados já se disseram prontos para fazer compras por meio de dispositivos conectados. Essas pessoas revelaram acreditar que a tecnologia é parte da evolução de como as empresas e o público se relacionam. Elas entendem que a tecnologia IoT será responsável por tornar o cotidiano mais fácil e prático.

Quando o assunto em torno da IoT é direcionado para a questão da segurança, mesmo assim os brasileiros se mostram confiantes. O trabalho registrou que apenas 43% dos pesquisados no país disseram que fariam questão de aprovar cada compra antes de o pedido ser feito pelo dispositivo.

Apesar disso, 67% dos consumidores brasileiros preferem estabelecer regras para compras como limitar o valor que pode ser gasto a cada semana. Outro ponto importante é a privacidade dos dados pessoais. Neste quesito, 74% dos pesquisados responderam que se interessam em saber como as empresas compartilham seus dados pessoais e um índice ainda maior (82%) se preocupa com o risco desses aparelhos serem invadidos por hackers.

A segunda posição deste ranking de confiança no IoT é ocupado pela China, com 61% de seus consumidores dizendo se sentirem confortáveis na utilização de dispositivos conectados. Surpreendentemente, o Reino Unido aparece no outro extremo da pesquisa, ocupando a última posição da lista. Apesar de ser um dos países mais preparados do mundo para a aplicação do IoT, somente 23% das pessoas gostariam de contar com um dispositivo conectado para fazer pedidos de produtos em nome deles sem necessidade de pedir permissão.

A pesquisa foi conduzida pela Opinium em junho de 2017 e entrevistou 20 mil consumidores sobre a Internet de Coisas na Austrália, Brasil, China, Alemanha, Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia, Estados Unidos da América e Reino Unido. No Brasil, o estudo entrevistou 2.014 consumidores.