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Design Thinking pode acelerar adoção de Inteliência Artificial nas empresas

Apesar de estar aumentando de forma significativa, o uso da inteligência artificial (IA) ainda se encontra concentrado em operações consideradas limitadas de acordo com a opinião de especialistas. Eles acreditam que existe um potencial substancial de expansão desta utilização nas próximas ondas de inovação, mas para que isto ocorra as organizações precisarão primeiro descobrir onde e como podem aplicar a AI a problemas específicos de negócios nas suas operações.

Em um artigo sobre o tema publicado na edição eletrônica da revista InformationWeek, o sócio da ISG, uma empresa global de pesquisa e consultoria em tecnologia, Craig Nelson, afirmou que o Design Thinking pode ser a chave para acelerar este processo.

Nelson comenta que o valor da IA não pode ser encontrado nos próprios modelos operacionais da IA, mas sim na capacidade das empresas de aproveitá-los. Desta forma, segundo ele, para inaugurar a próxima onda de inovação digital, os executivos do C-Suite precisarão aplicar métodos de design thinking com o objetivo de criar a coordenação multifuncional e o patrocínio do gerente intermediário necessários para a adoção corporativa.

Com isso, ao contrário de promover a IA como ideia apenas do departamento de TI, o design thinking aproxima os tecnólogos dos executivos, dos analistas, do gerenciamento de riscos, conformidade, auditoria, operações, vendas e consultores que ficam todos voltados ao cliente em um fórum que gera novas ideias e foco no usuário dos produtos e serviços.

Essas equipes tornam-se ecossistemas de unidades que compartilham o aprendizado em toda a empresa, além de custos e riscos. Uma estratégia para a adoção corporativa de IA baseada no pensamento de design impulsiona uma organização além da implementação de um centro de excelência (CoE), que pode se tornar um bastião para sequestrar conhecimento, inibir a inovação e criar competição interna doentia.

De fato, uma pesquisa realizada recentemente pela Forrester, a pedido da IBM, junto a 64 executivos demonstrou que ao usar o Design Thinking as equipes de projeto dobraram a velocidade de execução e levaram suas companhias a obterem lucros mais rápido, combinado com redução de custos de projeto, desenvolvimento e manutenção. Essas organizações reduziram o tempo necessário para concepção e alinhamento inicial em 75%. Os projetos também obtiveram mais sucesso no atendimento às necessidades dos usuários, reduzindo assim defeitos de design e posterior retrabalho, proporcionando uma economia de US$ 77 mil por projeto menor e US$ 153 mil por projeto principal.

O autor do artigo trabalha com um cenário futuro com a existência de uma força de trabalho digital híbrida composta por humanos e robôs capacitados pela IA e outras tecnologias cognitivas. Ela será capaz de combinar vários tipos de aplicativos de ambiente de trabalho com análise de dados em tempo real para melhorar a tomada de decisões preditivas que alinha produtos e serviços às necessidades do cliente.

Parece realmente uma cena de filme, mas daqueles que já estão prestes a entrarem em cartaz. Ele alerta, no entanto, que para isso se tornar realidade será mesmo necessária a adoção de princípios de design thinking como um pré-requisito.

A 7COMm acompanha de perto todas as principais tendências sobre design thinking e inteligência artificial. Para sua organização não ficar apenas com o papel de coadjuvante nessa história, entre em contato.