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Identidade digital descentralizada pode conectar LGPD ao Open Banking e pagamentos instantâneos

Uma das grandes preocupações em torno de inovações como o open banking e os pagamentos instantâneos se refere à segurança. Ainda mais quando entramos na contagem regressiva para a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Afinal, a nova legislação endurece as exigências com relação ao tratamento das informações. Desta forma, como avançar para um ambiente aberto e colaborativo por um lado se por outro é necessário ser mais cuidadoso? Sem dúvida uma das respostas a este dilema pode ser apresentada.

Nesse sentido o conceito de identidade digital descentralizada é a base de uma solução desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD). A princípio, o projeto está sendo trabalhada dentro do LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas), uma iniciativa colaborativa e virtual coordenada pelo Banco Central.

Identidade digital descentralizada funciona como um passaporte

Segundo o líder em Blockchain do CPQD, Fernando Marino a identidade digital descentralizada cria uma camada segura de pessoas e coisas na internet. Enquanto no sistema atual o usuário tem uma identidade digital para cada instituição financeira com a qual tem relacionamento, com o novo sistema essa estrutura é modificada. Com a identidade digital descentralizada, essa credencial fica de posse do usuário, que pode apresentá-la a outras instituições financeiras com as quais não se relaciona.

De acordo com Marino, a Identidade digital descentralizada funciona como um passaporte que pode ser usado em vários bancos. Assim, todos os identificadores (equivalentes aos vistos e carimbos do passaporte) vão sendo somados e armazenados nessa credencial. Como resultado, o próprio dono da identidade digital é o responsável pelo controle e gestão dos seus dados, o que é compatível com a LGPD.

Em virtude desta característica, o sistema vem sendo adotado em vários países e diversas organizações globais discutem a padronização do modelo.

Relatório final sobre a POC será publicado em março

Seja como for, o gestor de Soluções Blockchain do CPQD, José Reynaldo Formigoni, explica que o Brasil já tem uma estratégia definida para sua aplicação. Só para exemplificar, ele comenta que a intenção é utilizar a identidade digital descentralizada em projetos como o de open banking, por exemplo. De maneira idêntica, outro uso se relaciona à nova plataforma de pagamentos instantâneos já que ambos envolvem troca de informações sobre usuários entre os bancos.

Em resumo, a prova de conceito da nova solução, que recebeu o nome de FinID (Sistema de Identidade Digital Descentralizada) foi concluída em novembro.  No entanto, o relatório final do trabalho será publicado em março, quando serão apresentadas as inovações criadas na segunda edição do LIFT.

Com o propósito de oferecer as melhores soluções a seus parceiros na jornada para a transformação digital, a 7COMm acompanha de perto este desenvolvimento. De fato, a identidade digital descentralizada pode acelerar a disseminação do open banking e pagamentos instantâneos no país. Para que sua empresa não seja pega de surpresa por essa aceleração, clique aqui e entre em contato.